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04 — 9 CONTROLES OPERACIONAIS

Estoque e custos para e-commerce

Operação que fatura bem e sobra pouco costuma ter o problema fora da linha de receita. Um dos lugares mais frequentes é o custo da mercadoria vendida, que depende inteiramente de um estoque contábil confiável.

Compra sem nota, kit sem composição cadastrada, devolução que não voltou ao controle e perda sem registro produzem, somadas ao longo do ano, um resultado que não corresponde ao que aconteceu.

O que está incluído

Entradas por nota fiscal
Toda mercadoria entra pelo documento — sem isso ela vende, mas nunca existiu no estoque contábil.
Estoque físico e contábil
Confronto entre o que existe e o que está registrado, com explicação para cada diferença.
Mercadorias em trânsito
Controle do que foi enviado ao centro de distribuição e ainda não foi recebido.
Kits e composição de produtos
Cadastro da composição para que a venda do kit baixe corretamente cada componente.
Custo de aquisição
Custo formado com frete de compra, impostos recuperáveis e demais itens que compõem a entrada.
Custo da mercadoria vendida
Apuração do CMV do período com base no custo médio atualizado a cada entrada.
Perdas, avarias e extravios
Registro das baixas por perda, separando o que é indenizável pela plataforma.
Devoluções ao estoque
Reintegração do que voltou em condição de revenda, e baixa do que não voltou.
Margem bruta por produto
Resultado por item, com o custo real, para saber o que sustenta a operação.

Como funciona na prática

  1. Levantamento das entradas por nota e cadastro das composições de kits.
  2. Inventário físico confrontado com o estoque contábil na mesma data.
  3. Tratamento das diferenças: venda, devolução, perda ou erro de cadastro.
  4. Apuração do CMV e da margem bruta por produto.

O que você recebe

Quando isso faz diferença

Se algum destes pontos descreve a sua operação, esta é a frente de trabalho que resolve:

O escopo de cada trabalho é dimensionado conforme o porte da operação, os canais e o volume de documentos. Regras fiscais variam por regime tributário, atividade, produto e município.

Quanto custou de verdade o produto que você vendeu

O custo da mercadoria não é o valor da nota de compra. Entram frete de entrada, embalagem, perdas e, quando há fulfillment, a armazenagem do que ficou parado.

O que compõe o custo real da unidade
ComponenteCostuma ser esquecido?
Valor da nota de compraNão
Frete de entrada rateadoSim
Embalagem e material de envioSim
Perda, avaria e furtoSim
Armazenagem em fulfillmentSim, quando o giro é lento
Produto devolvido sem revendaQuase sempre

EXEMPLO

O produto que parecia dar 30% de margem

Nota de compra de R$ 40 por unidade. Somando R$ 3 de frete de entrada rateado, R$ 2 de embalagem e R$ 1,50 de perda média, o custo real é R$ 46,50 — 16% acima do que estava na planilha. A margem que parecia 30% era 22%, e nenhuma venda precisou dar errado para isso acontecer.

Perguntas frequentes

Estoque em fulfillment precisa ser conciliado?

Precisa. O que a plataforma diz ter armazenado nem sempre bate com o que você enviou, e a diferença aparece como perda que ninguém reivindicou.

Armazenagem parada é custo de estoque ou despesa?

É custo da operação e precisa ser considerado na margem do produto que está parado — senão o item de giro lento parece mais lucrativo do que é.

Como rateio o frete de entrada entre os produtos?

Por valor, por peso ou por quantidade, conforme o que fizer mais sentido para a carga. O importante é ratear: deixar fora subestima o custo de todos.

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